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Montadoras tiveram isenção de R$ 1 milhão por emprego criado

Medidas de incentivo ao setor nos últimos três anos contribuíram ainda para remessa de lucro ao exterior de US$ 14,6 bi pelas montadoras

Desde o início da crise internacional, o governo federal abriu mão de R$ 26 bilhões em impostos para as montadoras. Ao mesmo tempo, o setor criou apenas 27.753 novas vagas de trabalho, o que significa que cada novo emprego custou cerca de R$ 1 milhão em renúncia fiscal aos cofres públicos.

As informações são da edição do jornal O Estado de São Paulo, desta segunda-feira, dia 2.

Em São José dos Campos, no entanto, estão ocorrendo muitas demissões desde o final do ano passado, mesmo sendo a General Motors uma das principais beneficiadas pelas isenções fiscais aplicadas pelos governos Lula e Dilma.

A empresa está preparando agora a desativação do setor MVA (Montagem de Veículos Automotores), medida que pode acarretar em cerca de 1.500 demissões nos próximos dias.

Incentivos e envio lucros
A "bondade" do governo, nos últimos três anos e meio, também contribuiu para o envio de US$ 14,6 bilhões ao exterior, na forma de lucros e dividendos, para as matrizes das companhias.

Assim, parte da queda na receita nos Estados Unidos e Europa foi coberta com a exploração dos trabalhadores e com dinheiro público, que deveria servir para investimentos em educação, saúde, segurança e habitação.

Analistas ouvidos pelo jornal apontam que a indústria automobilística brasileira está "viciada" em receber benesses dos governos.

Com tanto dinheiro (R$ 26 bilhões!) dado às montadoras, o governo Dilma deveria, minimamente, determinar a estabilidade no emprego de todos os trabalhadores.

Esta é uma campanha que precisa ser defendida por todos os trabalhadores.